Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Por um outro lado

Escritora frustrada. Mãe babada.Trapalhona por excelência. Gaja a quem tudo acontece. Adora escrever e fotografar sobre isso, apesar do jeito duvidoso. Experimentou Um lado. Agora, experimenta Por Um Outro. Será o avesso o lado certo?

Por um outro lado

#Diários de uma escritora frustrada... mas esse Nobel sai ou não sai?

quem vence.jpg

 

 

Mas que coisa mais esquisita. Não bastasse o processo, pouco claro, de nomeação e atribuição do prémio Nobel da Literatura, este ano ainda resolveram complicar mais a coisa. Então, parece que, era suposto já haver um vencedor. E, também parece que, o júri não se entende. Mas, também parece que há algumas pressões quanto à escolha do vencedor... homem/mulher, continente de origem e, mesmo a escolha duvidosa do ano passado influi na ponderação deste ano.

 

No meio de tudo o que parece, há uma outra coisa que (a)parece... parece MESMO mal adiarem o resultado. Afinal, quer seja feito de de aparências ou, apenas e só, gosto pessoal do júri, quanto mais adiam pior lhes fica. Estarão a gostar de alimentar a especulação? É que já há um chorrilho de potenciais vencedores nos fóruns... os literatos andam nisso há quatro meses. Conhecem-nos a todos. Leram quase tudo, de quase todos, os potenciais vencedores. Adoram a compreensão profunda do autor sobre o Homem e a Natureza, o Céu e a Terra, a Vida e a Morte...

 

Declarem lá um qualquer vencedor, senhores! Para, pelo menos, instigarem as massas a investigar quem ele é, e comprar um livrito daqueles que nunca irão ler... mas que fica tão bem na prateleira da sala.

 

Quanto à minha curiosidade prende-se só com, quanto tempo vão levar a declarar o senhor do nome esquisito... sim, porque esperar que laureassem uma Joyce Carol Oates era pedir o mundo a quem só dispõe de uns grãozinhos de areia pré-seleccionados. 

 

Por um outro lado

#Diários de uma escritora frustrada... a minha panca com canetas

MT_849 Fernando Pessoa com Caixa Slimpack_2.jpg

 

É! Diz que, a par com outras tantas pancas, tenho uma com canetas.

 

Adoro material de escrita. Adoro escrever com canetas, lápis, lapiseiras, o que for. Adoro tê-las e expô-las. Adoro andar com elas na mala. Adoro usá-las. A tinta de uma caneta normal, na minha  mão, dura cerca de um mês... com sorte. Uso-as, mas só guardo as especiais.

 

Não faço colecção de canetas. A minha carteira não comporta tantas colecções de coisas que gosto (e, odeio acumulação de objectos só porque sim). Mas, quando preciso de comprar canetas é uma luta para não trazer a loja toda.

 

Outra coisa que adoro é... a poesia de Fernando Pessoa. O meu primeiro livro de poesia foi 'O Louco Rabequista' (bilíngue). Desde então, Fernando Pessoa vive no meu lado artístico. Hoje em dia há uma série de produtos associados ao nome Fernando Pessoa. Pessoalmente, fico-me por este...

 

Edição especial, limitada, da Esferográfica Caran d'Ache 849 Fernando Pessoa.

 

A primeira deslumbrou-me...

Caran 1.jpg

 

 

A segunda, estou mesmo a considerar comprar (aceitam-se prendas de Natal antecipadas).

MT_849 Fernando Pessoa_Esferográfica_lateral.jpg

 

 

Por um outro lado

#Diários de uma escritora frustrada... não desistir... e acertar uma vez que seja, pá!

 

me.jpg

 

 

Andava aqui a pensar na vida... diz-se, e com uma certa razão, que os escritores (mesmo os frustrados) pensam muito nisso... e cheguei a algumas premissas.

 

A primeira foi: Todos nós passamos por períodos menos bons, ou assustadoramente maus, na nossa vida. TODOS, sem excepção. O que há são aqueles que disfarçam melhor e os que disfarçam pior. Eu disfarcei muito mal... vinte kg a menos, e psicologicamente (assustadoramente) mal. Mas, magra e jeitosa no processo.

 

Outra conclusão foi: Todos nós arranjamos mecanismos para lidar com os períodos piores. Cenas mais, ou menos, construtivas que nos ajudam a conviver com a situação. As fases de luto também se aplicam mesmo quando, fisicamente, não morreu ninguém... só uma parte de nós. E, que faça uma boa viagem!

 

E, por último: o problema é sempre interno. Ou seja, nós somos o nosso próprio problema. Porque não soubemos lidar com algo, porque decidimos e arrependemo-nos, porque nos recusámos a decidir, porque não optámos pela perspectiva melhor para vencer a cena de um modo que nos satisfaça. Eu devo ter sido um caracol na minha última encarnação.

 

Não sendo uma questão de culpa é uma questão de escolha. E, todos nós, fazemos escolhas. TODOS. Mesmo quando nos recusamos a escolher...

 

E, se podemos sempre optar por outro caminho, outra visão do mundo, outra forma de estar, é muito difícil contrariar a nossa própria natureza. Podemos deitar os nossos pertences fora, virar-nos para uma religião, começar a correr, mudar de casa, ou arranjar um passatempo novo. O que não podemos é desistir.

 

Podemos sentir-nos frustrados e/ou pior... mas, frustrados, é melhor do que não sentir nada. É sinal que continuamos a existir, a tentar, e a falhar. Até ao dia em que a nossa natureza se alinha com o que queremos.

 

Os nossos momentos maus são Escolhas. E, as nossas Escolhas são Oportunidades (mas não como aquelas, apadrinhadas pelo outro gajo quando estava no Governo. A esse, eu gostava de lhe oferecer umas oportunidades... como pobre e desempregado... e, já que estou a pedir, uns sopapos, se pudesse ser).

 

Escolhi Escrever e escolhi tentar. Nos momentos maus, escolhi sempre tentar.

Universo?! Estás aí? Estou pronta para acertar.

 

Por um outro lado

Sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Mensagens

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D